Escrevivências

terça-feira, 29 de março de 2016

V E R D A D E ?




Uma das coisas que me pergunto sobre a verdade é até que ponto uma ilusão não pode tornar-se verdadeira... Durante um longo período da vida, acreditei e vivi de corpo e alma tantas coisas que julguei ser verdadeira, mas, que com o tempo se esvaio, se desfez. O que posso dizer em relação a isso? Sobre o que eu senti... Sobre o que senti das outras pessoas... Sobre os momentos que passei... Sobre as lições que registrei... Sobre o tempo em que a vista desses pontos, era concebida como legitima.

O que devo pensar sobre a nova verdade formada depois dos desfechos de outrora? O que devo pensar sobre o que ficou?  E principalmente, o que penso e faço com que não mais faz parte do meu show?  

Muitas coisas: cabe, coube, caberia... Outras não. E isto significaria seguir em frente?  Nesse emaranhado de tudo, as coisas se definem através da nossa capacidade de tomar decisões e segui-las. A velha questão do pensar e agir. Gostaria que fosse possível reorganizar\limpar a casa sem ter que botar o lixo pra fora. Mas, se assim fosse, o que seria do adubo?

Existe solidez no extremo, no limite das possibilidades, pois, o que tem que ser é da forma mais latente possível e isto é algo extremamente poderoso, forte, único e sobretudo: não tem volta.
No final do enredo, quais as seguranças que a verdade te traz, se ela muda. E quais são as verdades que não mudam? Melhor seria questionar: o que não muda? O que resiste ao tempo, às projeções, aos erros, a conjuntura, aos medos...

Seletividade. Não há como viver de fato se cairmos e ficarmos presas nos porquês do mundo, da vida, da existência e significados das coisas. Em contrapartida, não questiona-los em seu percurso seria sobreviver e a isto me recuso. Uma das coisas que dão liga no “ViverLaVida” são as inquietudes da mente ainda que as vezes sejam produtivas e outras sejam destrutiva, elas são sempre necessárias. (ao menos pra mim)
                                                                                          
A importância disso tudo é a lisura de sua mente. Pois será sempre esta, a te permitir um caminhar intenso, frutífero e agregador de si, para si, consigo e com o mundo.

“viver, viver e ser livre saber dar valor para coisas mais simples.”

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