Uma das coisas que me pergunto sobre a verdade é até
que ponto uma ilusão não pode tornar-se verdadeira... Durante um longo período da
vida, acreditei e vivi de corpo e alma tantas coisas que julguei ser verdadeira,
mas, que com o tempo se esvaio, se desfez. O que posso dizer em relação a isso?
Sobre o que eu senti... Sobre o que senti das outras pessoas... Sobre os
momentos que passei... Sobre as lições que registrei... Sobre o tempo em que a
vista desses pontos, era concebida como legitima.
O que devo pensar sobre a nova verdade formada depois
dos desfechos de outrora? O que devo pensar sobre o que ficou? E principalmente, o que penso e faço com que
não mais faz parte do meu show?
Muitas coisas: cabe, coube, caberia... Outras não. E
isto significaria seguir em frente?
Nesse emaranhado de tudo, as coisas se definem através da nossa
capacidade de tomar decisões e segui-las. A velha questão do pensar e agir.
Gostaria que fosse possível reorganizar\limpar a casa sem ter que botar o lixo
pra fora. Mas, se assim fosse, o que seria do adubo?
Existe solidez no extremo, no limite das
possibilidades, pois, o que tem que ser é da forma mais latente possível e isto
é algo extremamente poderoso, forte, único e sobretudo: não tem volta.
No final do enredo, quais as seguranças que a verdade
te traz, se ela muda. E quais são as verdades que não mudam? Melhor seria
questionar: o que não muda? O que resiste ao tempo, às projeções, aos erros, a
conjuntura, aos medos...
Seletividade. Não há como viver de fato se cairmos e
ficarmos presas nos porquês do mundo, da vida, da existência e significados das
coisas. Em contrapartida, não questiona-los em seu percurso seria sobreviver e
a isto me recuso. Uma das coisas que dão liga no “ViverLaVida” são as
inquietudes da mente ainda que as vezes sejam produtivas e outras sejam destrutiva,
elas são sempre necessárias. (ao menos pra mim)
A importância disso tudo
é a lisura de sua mente. Pois será sempre esta, a te permitir um caminhar intenso,
frutífero e agregador de si, para si, consigo e com o mundo.
“viver,
viver e ser livre saber dar valor para coisas mais simples.”
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