Escrevivências

segunda-feira, 7 de março de 2016

BASE V

Varias são as perguntas que te tiram o sono e poucas são as respostas que te tranquilizam... Analisando clinicamente, a situação é sempre crítica. Não temos tempo para mais nada. E os encontros? Eles são insossos ainda que carreguem bons momentos por que no fundo é sabido: os desencontros são inevitáveis. E a culpa? Ah é do tempo, dos caminhos e suas peculiaridades...

O que nos machuca é acumulativo.

As consequências das coisas; os receios que são criados e os que coexistem; os medos que são fortalecidos tornando-se sombras; os ataques que são engatilhados... E os sonhos? Esses são procrastinados.

Todos seus atos existem com pigmentos de outrora... Uns conscientes outros nem tanto, mas todos em cena. Presente no golpe da vez.

                                                            “O que estou fazendo com minha única vida?”

 Varias mudanças aconteceram algumas delas sou a vitima, outras sou atriz principal... Causadora de caos? Dona da verdade? Cheia de vida? De luz? Inteligente? Manipuladora?
Diversas são as possibilidades.

Muitas cenas se repetem, porque permito?
 Porque verdadeiramente não me importo? Não me esforço me acomodo, me anulo?
Elos não são cortados, eles são desfeitos. E o tempo? O que fazemos com ele e suas lembranças? E o ego? Os erros? Quais as oportunidades de conserto? De recomeço? De pureza depois do rompimento? Quais são os passos que podem ser desfeitos? Quais são os passos que devem ser feitos? Quais são as chances de não se ter pesadelo antes de dormir? Quais dos contos de fadas eram reais? Qual o sentido? Qual o objetivo? Qual o valor? Qual é o peso? E sim, por favor, quem está medindo?

Existem muitas perguntas.


Por um longo tempo acreditei que as certezas vinham das perguntas certas. Que a radicalidade, a ousadia, a valentia, a força, a coragem, a casa cheia, o amparo, o outro, a inconsequência faziam parte de uma estrutura solida. Depois de uma grande devastação, fui obrigada a reiniciar. Era isso ou a morte. E então, radical que um dia fui acabei dissecando todos os poros, refazendo o ABC e criando uma nova versão.

Consequentemente, tive que lidar com o choque. O atual não se encaixava mais também não se encontrava muito menos se reconhecia. Eram pedaços de muitas coisas juntas num emaranhado de sentimento e dessa vez eu era autora do corte, dos fins justificando os meios.

A parte mais difícil do reconhecer é conviver com o que é reconhecido e seus desdobramentos. O equilíbrio e a tranquilidade pra se olhar e lidar com a sorte e o revés da vida real; da subjetividade das coisas e do mundo em sua volta; dos obstáculos; da dor; da perda; da culpa; da duvida e do medo. É o desafio constante, o plano de fundo da maioria das perguntas e a linha tênue das escolhas!

Existe um descompasso que desarmoniza. Não por falta de sintonia. Mas, por necessidade de viver, de existir no tempo do agora, do real e não do ideal das coisas, do mundo e principalmente de você.
A frequência muda e apesar de estar inclinada, ainda não é o momento e por isso, seu trabalho hoje parece não ter resultado, sentido, nem dar liga. Por mais abstrato que possa ser não é essa a conjuntura que a torna viva, na atualidade das coisas a melhor forma de não desistir é manter-se na divisa, na margem e por hora: sobreviver em luta. Está é a lei, siga o instinto e apesar do conflito continue a nadar e certamente encontrará a solução. Sem crise, pressa ou muito menos angústia.
                            
  “Vamos amigo lute. Senão a gente acaba perdendo o que já conquistou.”





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