Ou a
gente supera o que nos prende ou a gente deixa que estes nos absorvam de tal maneira
que só o desespero define o nosso estado mental de sobrevida nesse mundo cheio
de parâmetros, normas seletivas e segregação.
Não é
fácil, não é simples, não é digestivo lidar com questões que nos atinge. Sair
do eixo é o mínimo. A questão é a permanência em que as coisas se configuram através
de nossas ações. Se a vida é cíclica, ela deve acompanhar o fluxo do tempo que
só vai em frente, não dá pausa, não volta. - às vezes da um replay mais só quando
quer pregar uma pegadinha- rs Assim sendo, não dá nem pra ficar parada na platéia
e assistir a vida passar, as coisas acontecerem e nada fazer para intervir,
contribuir e principalmente mudar, nem correr para dar um passo maior que os próprios
pés.
O
movimento da nossa vida é nutrido também pela nossa capacidade de nos
retroalimentar com aquilo que nos faz bem, nos torna forte, nos inspira e nos
faz ir além. As rédeas em relação aos teus alicerces te pertencem. Independente
do caos e apesar de toda a bagunça tu tem a capacidade de cuidar, conservar e
manter presente em ti, contigo e para tu os símbolos, os signos, os passos, as
energias que te balizam, te encaixam e te fazem firme, sagaz, consciente e
rebelde. Para isso ouvir seu canto, corpo, coração, alma e mente
faz parte da dança que alguns chamam de PRESENÇA NO MUNDO.
Tudo isso não significa dizer que a peteca não caia
que a casa não fica bagunçada, que o tempo apesar de sempre seguir te põe na inércia,
que as coisas não travam e que não embolam... Nos diz que existe um caminho, um
lugar de encontro, uma forma de ezopilar as mazelas, as angustias, a tormenta e
os replays desse longa metragem que a gente roteiriza todos os dias ao acordar
para vivenciar mais um dia de resistência.
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