Escrevivências

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Presença I



Ou a gente supera o que nos prende ou a gente deixa que estes nos absorvam de tal maneira que só o desespero define o nosso estado mental de sobrevida nesse mundo cheio de parâmetros, normas seletivas e segregação.

Não é fácil, não é simples, não é digestivo lidar com questões que nos atinge. Sair do eixo é o mínimo. A questão é a permanência em que as coisas se configuram através de nossas ações. Se a vida é cíclica, ela deve acompanhar o fluxo do tempo que só vai em frente, não dá pausa, não volta. - às vezes da um replay mais só quando quer pregar uma pegadinha- rs Assim sendo, não dá nem pra ficar parada na platéia e assistir a vida passar, as coisas acontecerem e nada fazer para intervir, contribuir e principalmente mudar, nem correr para dar um passo maior que os próprios pés.

O movimento da nossa vida é nutrido também pela nossa capacidade de nos retroalimentar com aquilo que nos faz bem, nos torna forte, nos inspira e nos faz ir além. As rédeas em relação aos teus alicerces te pertencem. Independente do caos e apesar de toda a bagunça tu tem a capacidade de cuidar, conservar e manter presente em ti, contigo e para tu os símbolos, os signos, os passos, as energias que te balizam, te encaixam e te fazem firme, sagaz, consciente e rebelde. Para isso ouvir seu canto, corpo, coração, alma e mente faz parte da dança que alguns chamam de PRESENÇA NO MUNDO.

Tudo isso não significa dizer que a peteca não caia que a casa não fica bagunçada, que o tempo apesar de sempre seguir te põe na inércia, que as coisas não travam e que não embolam... Nos diz que existe um caminho, um lugar de encontro, uma forma de ezopilar as mazelas, as angustias, a tormenta e os replays desse longa metragem que a gente roteiriza todos os dias ao acordar para vivenciar mais um dia de resistência.

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