Escrevivências

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Sobre querer...



As especulações sobre o que se quer são muito amplas. O que realmente se quer pode ser trocado pelo o que querem por você? O querer próprio tem força em um mundo coletivo? E o querer de duas que forma uma só? E o querer de vários que convergem em uma luta social, humanística e legitima? Querer é perigoso por suas implicações. Ou seja, querer te move. E como tal pode te cegar; te mudar; te cortar; te fazer virar as páginas e esquinas. Querer não é abstrato, pois sempre são materializadas na raiz de suas ações, palavras e escolhas. Querer exige um trabalho algoz não calculado na simplicidade do feitiço que é o querer.
Quando se quer, busca-se.  E ao ter, as responsabilidades são acumuladas e não tem como ser dissolvido. Apesar das mesmas terem como ser facilmente distraídas e em certa medida até ignoradas mais sabe como é... Toda atriz principal reaparece no show. Tudo que quis foi não ser mais um monstro. Essa possibilidade de tornar-se um.  Tem origem no que quero e como lido com isso! Querer é confuso. Não tenho como querer e atrair os meus quereres mentalmente é preciso ação, labuta, garra, coragem, foco, força e por que não um pouco de fé?
Não posso querer carregar o mundo se não sei assertivamente o que me segura e o que pode me derrubar. Não posso resolver tudo se não sou resolvida por ninguém. Não posso querer ser a visão do outro. Não posso me desfazer de mim pelo outro. Não posso querer dar quatro passos, tenho dois pés. Não posso ou não quero mais?

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