“Aprendendo a lidar
com as perdas correndo ao lado dos ganhos.”
A gente deve batalhar pelas pessoas e principalmente
pelo que acreditamos ser a melhor forma de levar/viver a vida. Crescer em uma casa
pequena cheia de gente tem em sua essência ensinar. Uma vez que é tudo sempre muito singelo,
delicado e igualmente divido. Na casa da avó tudo na medida, se não dá pra
todos, não dá pra nenhum. Em casa disputa de espaço, do som, da vez no PC; de
lavar prato; de limpar a bagunça e de lavar a louça. Além da picuinha de irmãos...
Da proteção e cumplicidade de irmãos... Durante a caminhada a gente deixa muita
coisa e são pessoas que nos fazem seguir de uma maneira ou outra.
O quão tolo pode parecer querer ter uma casa cheia de
crianças - tipo umas dez- todas morando juntas em tempo e idades diferentes,
duas mães e um mundo inteiro pela frente pra vadiar. Esse lugar da imaginação é
tão aquecido. Fornece-nos um acolhimento de que tudo é possível: basta querer, se
querer, buscar, batalhar e não desistir... Mais aí, vêm à realidade, circunstâncias,
escolhas e rumos que enviesam inocências, “babaquices”, sonhos... E o que agente faz? Como a gente lida? Como a
gente batalha? Quais são os estímulos? Quais são os escudos? Como lidar com as
emoções?
Eu me pergunto por que as coisas são assim. A gente
corre o tempo toda atrás de um ideal e não se liga que o real impiedosamente destrói
qualquer vestígio de esperança e aí tu fadigas, tu cresces, tu te decepcionas, tu
te iludes, e tudo se perde dá gangrena o que torna tudo robotizado, somatório de
ações reações e cortes. E a culpa? A bendita culpa? Se ela existe, a
encontramos na falta de tempo, no exaurir do trabalho e crucialmente das
responsabilidades... É difícil manter a linha, não pirar, não vacilar. É. Porém
É muito mais difícil manter os dois lados da corrente. Sentir-se só imaginando que na real és tu que não
é capaz de manter, construir, compartilhar, plantar, germinar e colher... Por que suas ações destoantes das tuas
palavras fazem do que é doce virar amargo, do que era forte ficar fraco e do
que tinha sentido ficar além de fora do contexto, algoz.
E aí, parceria,
é game over. Pois, só restam as duvidas e a brecha a qual você se entrega e mergulha
e se não reagir se afunda, pois vive tanto tempo na mesquinhez de brincar de
ser feliz, de dedicar-se ao escape, dá prioridade ao infértil, finge estar na
buscando, na disposição, na labuta, na tentativa. Se “sabota”, se ilude se enrola e se acomoda
tornando nó o que deveria ser laço. Deixa
que as mentiras se encaixe no que é mias fácil, simples e prazeroso e tudo isso
acaba erradicando as únicas possibilidades de reabilitação e a gente nem
percebe.
É como ele diria “melhor que a palavra é o exemplo”.
Então que seja diária a manifestação da energia que nos faz ser da melhor forma
que podemos. Que não se perca de vista a ganância de doar-se e cuidar. Tenhamos
coragem para reconhecer os erros, fazer os reparos e constituir em ações o que
verdadeiramente queremos, somos e acreditamos.
Que todas as energias sejam trabalhadas em prol daquilo que nos faz
sentirmos com vida, com a capacidade de estabelecer vínculos produtivo, ousados
e com sentido claro para nós, em nós e com nós. Por fim, afirmo: a disposição
de fazer algo deve ser tal como o sol renascer todos os dias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário