Escrevivências

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Fe È mí

“Aprendendo a lidar com as perdas correndo ao lado dos ganhos.”

A gente deve batalhar pelas pessoas e principalmente pelo que acreditamos ser a melhor forma de levar/viver a vida. Crescer em uma casa pequena cheia de gente tem em sua essência ensinar.  Uma vez que é tudo sempre muito singelo, delicado e igualmente divido. Na casa da avó tudo na medida, se não dá pra todos, não dá pra nenhum. Em casa disputa de espaço, do som, da vez no PC; de lavar prato; de limpar a bagunça e de lavar a louça. Além da picuinha de irmãos... Da proteção e cumplicidade de irmãos... Durante a caminhada a gente deixa muita coisa e são pessoas que nos fazem seguir de uma maneira ou outra.

O quão tolo pode parecer querer ter uma casa cheia de crianças - tipo umas dez- todas morando juntas em tempo e idades diferentes, duas mães e um mundo inteiro pela frente pra vadiar. Esse lugar da imaginação é tão aquecido. Fornece-nos um acolhimento de que tudo é possível: basta querer, se querer, buscar, batalhar e não desistir... Mais aí, vêm à realidade, circunstâncias, escolhas e rumos que enviesam inocências, “babaquices”, sonhos... E o que agente faz? Como a gente lida? Como a gente batalha? Quais são os estímulos? Quais são os escudos? Como lidar com as emoções?

 Eu me pergunto por que as coisas são assim. A gente corre o tempo toda atrás de um ideal e não se liga que o real impiedosamente destrói qualquer vestígio de esperança e aí tu fadigas, tu cresces, tu te decepcionas, tu te iludes, e tudo se perde dá gangrena o que torna tudo robotizado, somatório de ações reações e cortes. E a culpa? A bendita culpa? Se ela existe, a encontramos na falta de tempo, no exaurir do trabalho e crucialmente das responsabilidades... É difícil manter a linha, não pirar, não vacilar. É. Porém É muito mais difícil manter os dois lados da corrente.  Sentir-se só imaginando que na real és tu que não é capaz de manter, construir, compartilhar, plantar, germinar e colher...  Por que suas ações destoantes das tuas palavras fazem do que é doce virar amargo, do que era forte ficar fraco e do que tinha sentido ficar além de fora do contexto, algoz.

 E aí, parceria, é game over. Pois, só restam as duvidas e a brecha a qual você se entrega e mergulha e se não reagir se afunda, pois vive tanto tempo na mesquinhez de brincar de ser feliz, de dedicar-se ao escape, dá prioridade ao infértil, finge estar na buscando, na disposição, na labuta, na tentativa.  Se “sabota”, se ilude se enrola e se acomoda tornando nó o que deveria ser laço.  Deixa que as mentiras se encaixe no que é mias fácil, simples e prazeroso e tudo isso acaba erradicando as únicas possibilidades de reabilitação e a gente nem percebe.


É como ele diria “melhor que a palavra é o exemplo”. Então que seja diária a manifestação da energia que nos faz ser da melhor forma que podemos. Que não se perca de vista a ganância de doar-se e cuidar. Tenhamos coragem para reconhecer os erros, fazer os reparos e constituir em ações o que verdadeiramente queremos, somos e acreditamos.  Que todas as energias sejam trabalhadas em prol daquilo que nos faz sentirmos com vida, com a capacidade de estabelecer vínculos produtivo, ousados e com sentido claro para nós, em nós e com nós. Por fim, afirmo: a disposição de fazer algo deve ser tal como o sol renascer todos os dias.

Nenhum comentário:

Postar um comentário