Escrevivências

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Toxina I

  Quando a mente ferra dói, é terrível. Consegue ser pior quando você mesma se torna o agente destrutivo.  Quando você perde pra você, pra suas expectativas, pra suas projeções, pro seus defeitos, pros seus erros... Quando esse tortuoso momento chega deve ser importante ter pessoas ao seu lado que não desistem de você, que lutam por você, que acreditam em você, e principalmente, pessoas que torcem por você, e se importam com você, que desabem com,pra e por você. 
 O dramático torna-se patético. Por que é preciso coragem admitir sua parcela, sua cota, sua participação quando o “fim” aparenta ser o destino das tuas ações.Afinal, só as tuas maus traçadas linhas e apenas elas que podem te conduzir a loucura, a duras verdades, ao calabouço mais insano e algoz. Ao encontro de si, despido de qualquer disfarce, de qualquer fuga, descoberto e imune a mentiras, a meias verdades, a omissão. 

 Então? Como não se trancar? Como deixar de florir? Às vezes é por pura compulsão que nos entregamos a intensos momentos. Vivemos de momentos? Basta? É o mais o mesmo...  até nos questionamentos.... Uma verdadeira montanha russa de emoções que conduz a momentâneas atitudes, períodos curtos de consciência disso ou daquilo. Quando na realidade tudo não basta de pura convenção, de pura conveniência, de puro egoísmo.  O que só fortalece a égide que nos afasta de da sensibilidade de ser leve amável e companheira.
Se importar é a brecha... Demostrar é o alargador.  E estar controle significa parecer não ter sentimentos. Balela? Clichê? Medo?  Escudo? Talvez.  Pra ter certeza é preciso saber lidar com o frio da barriga, agir na duvida e arriscar. Se tiver outra forma de saber, sentir, me avise. Por ora sou do tempo da matemática que tirávamos prova real de tudo inclusive do obvio.
Não posso perder a esperança, não quero... Mais preciso de oxigênio preciso de genuinidade, de magia, de fertilidade. Preciso de tudo que depende de mim, do tempo e das minhas inclinações, crenças e disposições. Preciso mais uma vez e sempre incorporar os encantos, sintonizar, energizar e harmonizar. Vou me desligar. Devo? Consigo? Quero? E o preço? Pago? Encaro? Não sei. Não sei... Só sei que não devo mais protelar essa quebra, essa vida de impasse me coroe, portanto não devo estar fazer parte dela. Não posso colaborar, não mais.
Estou livre mais minha necessidade é de ser livre, de ser mais, de ser vezes.




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