A gente pode sempre perguntar por que? e sempre continuar sem resposta. Existe um risco muito grande em saber das coisas, conhecimento é responsabilidade. E nem sempre estamos dispostos a assumir a bagagem que veem junto.
Hoje ninguém me prende mais. Fiz no tempo um espaço para mim. Fiz além do necessário para seguir em frente. Fiz o script. Fiz Drama. Fiz Merda. Fiz. Estou fazendo. Tenho sede de fazer muito mais... Foi preciso muita destruição para alcançar o cerne das coisas que minha vida estava. E cada instante foi intensamente doloroso... nesse caminho fiz escolhas que ainda incomoda, inquieta,perturba.
Tortuosamente as desventuras apontam para um completo desânimo, fazendo do colorido, apesar de ser colorido, já não ter tanta vida. A desarmonia toca profundamente a dinâmica do dia a dia, o emaranhado se faz presente em todos os âmbitos, de todas as formas e em todos os ângulos. Mas, administrativamente a vida se forja assim... seria idiotice crê em uma vida sem oscilações, sem o tal do altos e baixos.
Pois bem, sigo pensando diante disso, em tudo que compõe o âmago sensível da luz própria que é a baliza em meio do caos. Cada pessoa veste em si o sentido que lhe cabe melhor, por isso, há diversas, infinitas e inúmeras formas de se viver e a todas a legitimidade lhe é de direito. Entretanto, existe os pontos de interseção, então... como lidar com eles na construção coletiva de vida? Essa pergunta/resposta gera além de conflitos, imensuráveis incompreensões. Questões de vida que é preciso encarar todos os dias. É preciso também transgredir, romper, morrer e renascer para novas composições.
Escrevo em signos, escrevo e não entendo, escrevo por instinto e muitas vezes só descubro o que escrevi depois de escrito. Minha escrita, algumas vezes, está viva, truculentamente viva em pura sintonia com algum sentimento ou pensamento, que ora está em carne viva ,ora está suprimido. Escrevo também por uma questão de s.o.s, escrever é um livramento, uma plenitude de absolvição.
Eu sou teimosa. Confesso! Não desisto do que sei que quero. Insisto. Ficou louca do monossílabo tônico. Persisto. Basta acreditar que se for impossível, procuro fazer acontecer. Não me canso. Sou forte.(rs) Não me limito, não temo, encaro. Basta me dar uma breja, basta dizer que estamos juntos que fazemos do mundo a nossa morada. Não tenho noção, ao menos, não essa noção regrada, convencionada, velada e acordada, sou muitas vezes coração. Faço aquilo que pulsa, que veem de dentro. Sou pele, instinto, disposição. Sou indignada,de luta. Tenho um sorriso largo, esbanjo simpatia, adoro mulher e samba. Sou grossa, estúpida. Sou gentil, romântica e sim, super delicada. (rs)
Existe o infinito particular, este é um pouco de meu que depois de um certo tempo, aprendi em certa a medida a cuidar. A perceber, o "quem sou eu" e suas transfigurações. A lidar com quereres e impulsos de forma tranquilizada. Pois, o que vai ser já é. E no mundo,a gente é um coração batendo, que se potencializa em cada instante. Não temos um começo, é sempre uma continuação!
"Escuta: eu te deixo ser, deixe-me ser então"
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