Escrevivências

sábado, 10 de maio de 2014

Dóris III

Muitas perguntas eu tenho sem respostas quando o assunto é você, algumas respostas eu sei. Mas, confesso que tenho medo delas. Outras eu não sei mesmo... Me contive, não demonstrei, fui racional. Por vezes, eu acho que foi melhor assim, mas, é só falar com vc, pensar em vc. Fico completamente desguarnecida. Fico aquela menina que faz papel de idiota... trava a língua e fica sem sabe como lidar. Comportamento, totalmente fora de mim. rs Sou vulnerável a você, por que sou vulnerável a tudo que habita em mim, em meu anão. Já fui a muitos extremos por conta disso, segui todas os meus anseios apesar de você demonstrar estar nem aí... me incomodava a sua indiferença, claro que tinha expectativas em relação a suas possíveis reações, procura, mais fazia mesmo era pelo meu querer, pela vontade que pulsava intensamente no anão. Com o tempo, o desgaste, venceu. Desbotou um pouco do colorido e problemas de vida aliviaram as tensões e o foco de você, e o anão ficou quieto. Em silêncio, te sentia em cada detalhe de lua cheia, de chuva, de fofura, de delicadeza, em cada abraço de encaixe perfeito do seu ouvido em meu peito e o mundo parando por instantes. Em silencio, por vezes, a gente grita. Pena que ainda assim assim, falte sensibilidade e ternura pra ouvir.

Enfim, gira mundo, gira, gira, gira, gira, e o aprendizado é sempre muito grande, e os erros maiores ainda. Diversas teorias diluídas na pratica, e infinitas praticas lapidando teorias. Uma dinâmica muito intensa coexiste na vida e nas escolhas que fazemos... e as vezes, o tempo se torna um bisturi assim como a verdade de encarar-se, reconhecer seus erros e se expor. Um desbravamento que tem preço, tem dor, tem sangue. E só depende de você... o bisturi está na sua mão, o tempo passou, você teve, tem, terá os acúmulos, a questão é: você está disposta a se abrir? 

Qual é o limite para a indiferença? E para o cuidado?  Melhor, tem limite? Qual é o meio termo que suaviza uma dor? um medo? que liberta um coração retraído, assustado e sonhador? Qual é a baliza pro amor projetado, sentido, proporcionado, construido, conquistado, acostumado, vencido? Eu e você, é um mundo da minha cabeça? Será? Deve ser...

Que não se crie raízes, que se voe... ainda que voar, seja em primaz, a raiz já criada. Então... vamos lá, cultive. Não façamos da nossa égide um ponto cego, uma resistência.  Se querendo, a tendência é transbordar a-mor em todos os sentidos... multiplicando, adicionando, compartilhando em todos os setores que aspiram viver a vida em harmonia como uma expressão aguda do amor. Não é preciso comungar, só precisava mesmo que vc respeitasse. Tipo Caetano Veloso quando canta: "Não importa com quem você se deite Que você se deleite seja com quem for Apenas te peço que aceite O meu estranho amor Ah! Neguinha, deixa eu gostar de você."  Gostaria de sentir uma certa colheita, estaria eu a pedir demais? Eu não sei. Eu realmente não sei... Geralmente, a gente julga o outro, pelo que nós faríamos, então talvez seja esse o motivo do meu dilema com vc. No revés do enredo existiriam um pouco mais de gentileza. Mas, nem escrever isso é justo, quem dirá se guiar por esse pensamento. Escrevi, por que é o que sinto. E sentir é um pouco disso, se contradizer, negar lógicas, ceder impulsos...

Que bagunça... tudo sem inicio, meio, e fim. Ao menos, não tão definido, tão claro... escrever pra você é a melhor forma de deixar as coisas como estão. Quietas. Cada uma em sua esquina. Como tem que ser. Pelo menos como é. como tem sido!

Paralelo a tudo isso, que é muito confuso, existe latente, vibrante e viva em mim uma torcida absurda, tamanha, gigantesca por você, pra você, com você. Te quero bem. Muito Bem. Que eu num sei não... acho que no final é isso que continua me ligando a ti e eu ainda não filtrei. Não sei, qual é da colé garota, rs, só sei que tá aqui, tá guardado. Nutrido pelo que acredito e apenas. Por que no final das coisas, é o que importa.

♪☺Fica bem aí [...] Ninguém vai dizer, Que foi por amor, Todos vão chamar de derrota. ♫♥


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