Escrevivências

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Dóris IV

“continue a nadar... continue a nadar.”

Deitei pra dormir, o corpo precisa disso. Repouso! Mas, não dormir, ao menos a mente não dormiu. Tive intensos pensamentos, misturados com sonhos e quando abrir os olhos a sensação era: eu dormir? Percebi que tinha passado horas, eu havia deitado eram às seis da manhã e já eram às quatro da tarde. Nessa dualidade de descansar o corpo e trabalhar a mente, minha alma deu diversos passeios e surpreendentemente desmistificou um dos meus “pesadelos”, talvez o mais cruel de todos eles...

Apesar de não gostar da palavra culpa é ela que melhor exprime o que tanto me incomodava nessa minha história com você e eu não sabia, não sabia até hoje. Compreendo que o amor precisa e por muitas vezes deseja ser violado mais isso não significa que ele não mereça cuidado, trato, e responsabilidade.  Errei erro, espero errar pra ao mesmo tempo aprender.

 A sua indiferença, a sua distancia, a sua frieza me torturou muito e fez dos meus erros um martírio. Por isso culpa é a palavra, pois, me cobrava muito por ter te feito chorar, por ter te feito sentir qualquer coisa ruim. Sobretudo, por que eu confio em minha capacidade de amar e assim fazer o amor viver em sorrisos largos, em momentos únicos, em detalhes, em tudo e do nada.

 Conviver com isso me deixou louca, compartilhei essa loucura contigo, e deu no que deu. Perdi. Não só você, nós mais principalmente a mim. No fundo, bem no fundo mesmo, eu sei que todo esse turbilhão me fez bem, essa bagunça organizou muita coisa, limpou muita sujeira, germinou o que tenho de mais lindo hoje em dia no meu jardim. Mas, se escolher fosse possível, eu abriria mão dessa plenitude, dessa lição por que não suporto a verdade de ter te feito algum "mal" e de hoje não conviver contigo, não saber de ti, não ter espaço. Não como mulher, como pessoa mesmo. Como alguém que se possa contar. É dessa verdade que veem todos meus esforços pra chegar perto de ti, ficar ligada nas inclinações de vida que minimamente me dá a oportunidade de estar lá pra te vê ir, pra te aplaudir de pé, pra te dar um abraço que silencia o mundo no momento que sua cabeça encosta no meu peito e nossos braços se entrelaçam. Pra sermos a gente, cada uma na sua esquina.

Eu não sei como a maioria das pessoas levam a relação que existe entre o corpo, a mente e alma. Não sei se pra todas as pessoas um pensamento, um sonho, “coincidem” com algo real, materializado no mundo. Mas, eu posso dizer que depois de sonhar contigo, de discutir em sonho esses conflitos internos, pessoais meus que te envolve, e acordar e vê você me perguntar: MELHOR?

Precisava escrever, precisava me libertar, precisava dizer pra mim o que me dói e me fez chorar agora ao escrever... Ainda não sei concretamente o significado disso, e pra ser sincera? Não estou querendo saber. Só precisava transbordar parar de culpa. Precisava reconhecer que um bem, por maior que seja não anula um mal feito. Uma escolha, consciente ou não, traz em si, a consequência e o importante em todas as coisas será sempre amar nem que o amor não seja eu.

“Pra achar a solução? Continue a nadar.

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