Escrevivências

sábado, 23 de novembro de 2013

Cronos. rs

Como não interpretar tudo e qualquer coisa com o decorrer do tempo?
Como não perceber com o tempo outros ângulos dessa mesma interpretação?
Como não sorrir pro tempo? Que apronta a cada segundo.  Que desbanca toda e qualquer afirmação. duvida. e negação!

É preciso recorrer agudeza do espírito pra lidar com o tempo e antes disso compreender a importância de estar sempre disposta a exercitar os sentidos para além do que convencionalmente se vê.

Se voltar no tempo possível fosse, eu não o faria. Impreterivelmente me foram necessário tudo que até então já vivi, inclusive as desventuras. Sem elas tão pouco poderia reconhecer, sentir, desejar e viver com e para sentimentos tão genuínos, bobos, delicados, generosos, sutis, serenes, fortes, intensos e tantos outros que o amor nos permiti quando o conjugamos no tempo e espaço de todas as suas dimensões, desdobramentos e infinitos alcances.

Tenho em mim uns quereres latentes que de tão visceral se tornam vivos, e são eles que em certa medida martelam. sustentam. e conduz. o meu viver!

Me admira o jeito brincalhão que tem o tempo. É uma brincadeira sutil, assertiva e de certo modo indispensável. Basta sorrir que percebe, que senti, que aprende brincando que de fato a felicidade se faz em cada momento, que somos capazes de coisas fantasticamente boas e ruins e reconhecer e assumir traz a tranquilidade para seguir apesar de qualquer julgamento, juízo de valor, comparação, desprezo e isolamento.

 Ao passar do tempo diversos são os acúmulos e aprendizados, tentar se esquivar da responsabilidade que isso traz é emaranhasse em si. Tornar nó o que só existi para ser laço.

Há tempos em que  a gente faz uma "faxina" daquelas na vida, no corpo, na alma e na mente. E daí se percebe tão minguante que, as vezes , nem nota-se a lua cheia que nasce depois de dispensar na maré de vazante as reticências, interrogações, exclamações, vírgulas, dois pontos, aspas, travessão e asterisco permitindo-se assim um importantíssimo ponto paragrafo.


 Estar disposta basta. Mas, ir além pode vim a ser uma consequência.
 

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