- Milito por conta da indignação, dor, e marcas
que existe comigo, o que dá outro tom para nossa música incomum: a vida. Diante
disso, muitas coisas deixaram de fazer parte de meu cotidiano ou diminuíram a
frequência e o valor e outras coisas de fato eu excluir a ponto de não
aceita-las no meio em que estou presente, com isso me tornei muito mais
intolerante, sem paciência e desprezível com tudo que fortaleça a injustiça, a
desigualdade, a opressão, a desigualdade o que dá uma complexidade nos campos
do lazer por exigir uma vigilância constante (o que me leva a necessidade de
que desligar para não fazer o processo oposto ao que me proponho) além da seleção
mais rigorosa de participação e a enorme disponibilidade de troca-los ou
agrega-los a espaços de formação, de conscientização politica, de ação; o que
tem seu preço, sobretudo diante as relações antes já estabelecidas e consolidadas
em tempos que a minha balança tinha outros pesos. Lidar com isso ainda incomoda
aflige e dói por que ainda que compreenda e respeite a posição do outro de não
querer ser sujeito da luta que lhe pertence não aceito e logo fico martirizada
guando percebo que o único sentido do seu viver seja o da aceitação, do
questionamento vazio, da revolta apenas “facebookeana”, da não tentativa de se
permitir conhecer os nomes dos marcos que forjam a sua própria história e pior
se sabe ou conhece simplesmente não se importa e supervaloriza um único lado da
moeda então a distancia (em vários sentidos) se instaura apesar de existir laços
sanguíneos e espirituais e sentimentos de amor e amizade. O que alimenta isso,
também, é a bagunça que crio quando de forma desorganizada deixo transparecer
que as prioridades se limitam ao que emito de forma mais latente: a militância.
Reconheço que durante o enraizamento, ampliação e
superação que passei adquirir e causei algumas outras marcas e dores,
aprofundei algumas lições e aprendi outras fundamentais para me afirmar no meio
do dinâmico tempo acelerado e tantas oscilações, demandas para além das mudanças
e aprimoramentos existe a ratificação de outros elementos dos quais não cabe à
escolha. Refiro-me ao compromisso do axé e da família que solicita toda uma
estrutura de preparo psicológico, físico e ocupam o campo do imediato, da
cobrança, da responsabilidade irrefutável, e do inegável. Toda escolha requer
além do sacrifício um dilema e as suas vertentes e consequências possuem além
da imprevisibilidade dois pontos que determinam a tranquilidade, a paz consigo
e a certeza do que vale apena que são as responsabilidades, lealdade e
compromisso advindo do querer e da imposição.
Pronto, tendo a clareza e dimensão do que está
colocado surgem as “fritações”: Como saciar as outras vontades se já
não existe tempo? Como lidar com a falta? Como administrar os conflitos e as
contradições? Como não deixar embolar se o ritmo do acontecer é muito mais
intenso do que o tempo de se absolver o acontecido? Como manter relações que se
limitam na incompreensão e na sustentação de tudo da grande parte do que se
repudia? Como controlar a ansiedade
quando se vê além e não entrar no desespero? Como perceber que o tempo é
diferente apesar de e não intervir por se importar com o outro? Como encarar a vulnerabilidade diante da
não permissão de, pela urgência de não parar, pelo que se acredita? Como?...
Quando?... De que forma...?
Sinceramente não tenho resposta apenas e só apenas essas e certamente
outras perguntas que se não são feitas ficam rodeando na cabeça, atingem o
estado do eu, trazem angustias, criam dúvidas, geram inseguranças, valorizam
enfrentamentos e dão desconforto. Francamente? Ainda bem que a necessidade não
está em respostas e sim na urgência de esclarecer os pensamentos que me
fortalecem e acalentam as inquietudes do coração e da mente. -
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