Escrevivências

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sou Mulheres.


A banalização do estupro, a culpabilização da vitima, o machismo, a naturalização da violência contra mulher são fatores presentes na vida das mulheres que se intensifica a passos largos dentro de um projeto de sociedade burguesa, capitalista, racista, machista e patriarcal.
Entretanto é tempo de ser mulheres e fazer a indignação ecoar por todos os cantos do mundo, por isso, a Marcha Mundial das Mulheres esteve presente nas ruas para dialogar com o povo, apertando assim o botão vermelho de alerta para o julgamento dos estupradores da banda new hit que ocorreu nos dias 18,19 e 20 de Fevereiro de 2013 em Rui Barbosa.
Nesses dias ficou explicito que a questão era sobre violência e não sobre sexo, noves homens estupraram de forma brutal duas meninas, nove homens carregados de truculência violentaram, humilharam, hostilizaram duas meninas sendo uma delas virgem! Estupro é crime e a culpa nunca é da vitima, o senso comum apresenta os signos da culpabilização da mulher, afirmando que este ato algoz se deu por sua vontade e consentimento, por que estavam de roupas curta ou por que sua mãe não soube educar, isentando a responsabilidade daqueles que estiveram essa ação torpe, os homens se  intitulam donos dos corpos das mulheres e as tem como sua propriedade. É preciso rebater essa ideologia do nosso sistema patriarcal e machista, o corpo é da mulher e em hipótese alguma o homem tem o direito sobre ele, e nós, mulheres não somos suas propriedades.
Existe uma completa inversão de valores, os culpados respondem em liberdade enquanto as vitimas ficam em cárcere submetidas a programas de proteção que excluem do convívio social e familiar, até quando serão negadas a nós, mulheres, o direito de sermos livres? Até quando os crimes ficaram impunes e caíram no esquecimento? Até quando existira a conformidade nas pessoas diante do caos? Até quando?  A cada três minutos uma mulher sofre violência, apenas dois por centos dos agressores de mulheres são presos, a cada duas horas uma mulher é assinada vitima do machismo, a certeza que lateja diante desses dados é a necessidade de mudança! É preciso mudar a vida das mulheres para mudar o mundo, mudar o mundo para mudar a vida das mulheres.
Nesse sentido, a ação de escrachar e denunciar são cruciais para que a justiça aconteça além fortalecer a real intencionalidade que é o extermino dessa educação machista, da violência contra mulher, sobretudo, o extermino da desigualdade, para que isso ocorra o enfrentamento deve existir para causar os impactos que possibilite a desconstrução dessa estrutura opressora.
 A auto-organização das mulheres é a resposta concreta que existe, compreendendo que nesse espaço as mulheres se empoderam, se fortalecem, se reconhecem. Existe algo de incomum na vida de todas e o sentimento de que ao mexer com uma, mexe-se com todas cria uma identidade feminista que apesar de reconhecer as diferenças existentes entre o homem e mulher não admite de forma alguma que estas tornem as mulheres desiguais. Sem feminista não há feminismo, por isso, você mulher: INDIGNE-SE.

“nada causa mais horror à ordem do que mulheres que sonham e lutam.”


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