Escrevivências

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dóris II

Eu desistir de entender que "apego" é esse que tenho de você...Desistir mesmo.
Aceito desde então que ele existe e que por algum motivo, ainda desconhecido, essa lembrança que, as vezes, representa uma saudade súbita e uma vontade intensa de suar contigo, de sentir teu corpo nu, teu coração e sua alma entre meus dedos e língua.
Desse amor, tipo novela mexicana, as cenas a duas, já passamos por todas.Eu de cá e você de lá. E diversos foram os dramas e excessos de cargas emocionais. Eu surtei. De extrema que sou, fui a intensidades altas de loucuras, de insistências, de textos, de tentativa... fui eu. Entregue aos meus desejos sem peneira, sem limites. Coisas do coração tentem a ser assim sem medidas, sem prisões originais do orgulho, do certo ou errado ou ditos "jogos de amor". E resumindo a história, certa de que esse meu processo ia resultar em te "perder", cá estamos como duas estranhas cada uma na sua estrada.  

Até aqui. Tudo beleza. O que aconteceu teve seus motivos pra ser da forma que foi. Não me arrependo de nada em relação ao tempo que passamos juntas. Foi lindo como foi. Um drama lésbico completo. (rs)
A questão é.. Por que diabos, eu tenho que acordar em plena madrugada com uma puta vontade de saber de você, ou melhor, por que a gente tem que ter esses encontros só em sonho?? É essa "coisa" de sonhar,(como aconteceu agora), de lembar quando lê algum poema, bom texto, vê uma linda foto ou uma câmera, uma coruja, a lua ou simplesmente o filme Procurando Nemo... Me diz, Afrodite, qual é a ligação, a conexão que ainda me remete a ela que ainda não foi resolvida, solucionada, desconectada? Me diz. Até por que, aparentemente dizendo, ela segue bem. Sem pendencias em relação a nós. Então, eu não veja qual a real necessidade disso ser uma recorrente em meus pensamentos, sobretudo, nos meus sonhos...Portanto, Senhora Afrodite, me libere aí vá!!!

Devo estar esquecendo alguma peça desse -ate então- interminável quebra-cabeça. E até que esse encaixe se apresente, seja encontrado, sentido, enraizado no anão. Convivo com essas oscilações e continuo transbordando de duvidas, perguntas, de ideias, de vontade... que apesar de inquietante são bem mais tranquilas... porque hoje eu sei que assim como elas veem e "momentaneamente" existem. Elas vão embora, me deixam atordoada e depois somem. Enfim. Só desejo que nesse embalo, um dia qualquer, tudo "isso" encontre a curva que vá findar esse amor.

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