Escrevivências

domingo, 1 de setembro de 2013

Deixei... Estar!

De repente e nada mais que de repente. Vários, inúmeros e incontáveis pingos de realidade recaem sobre a pele, do corpo que está entregue ao clima, a chuva, ao tempo. Alguns cortam fazendo sangrar, outros simplesmente são absorvidos enquanto os demais escorrem, limpa e se criam. O nome disso?
Não sei... Agora, certamente deve ter alguma semelhança com os processos de desconstruções construtivas.

Quantas coisas são despertadas em você e desprezadas por você?
Quantas vezes se é valorado os detalhes, como por exemplo, um sorriso besta, vadio e espontâneo que surge (em todos) os encontros dos olhos, da mente e da alma?
Quais são as determinantes (se é que elas existem) que fazem você seguir em frente, que te impulsiona aos Extremos Intensos de corpo e coração?
Quem (e até quando) estais disposto a construir cotidianamente (na ação) a mudança que deseja vê no mundo e nas pessoas?
Como VIVER/MANTER as outras (reais e possíveis) relações interpessoais e sociais, na cruel e algoz estrutura do capitalismo, racismo, machismo, e da lesbofobia??
Pra quê obter conhecimento se a responsabilização dela limita-se no entrelaço da conveniência?
De quê serve uma teoria, uma ideia, um pensamento, um sentimento sem a prática deles?

De repente e não mais que de repente, as reações tomam a cena. O coração transborda de felicidade com a companhia, a alma se fortalece com a sintonia, o corpo equilibra-se na troca e o cérebro produz os mais diversos, intensos e inexplicáveis estímulos. E estes, são materializados em vontades, criatividades e disposições, para agir. Independente da dificuldade, da distancia, do clichê, das convenções, das normas, do orgulho próprio, e da projeção de respostas. Gozando em seu âmago que 'isto' além de necessário, basta e nutre. Tornando-se desta forma dependente e escrava apenas do egoísmo de seguir a sua intuição pelo que pulsa e lateja.

A vida é também uma historia. Podendo ser contata através de suas marcas, por ser delas que surge a clareza (rígida) da verdade! Sem elas, não há registro e sim uma versão cronológica das 'coisas', dos acontecimentos...
Contudo, não há dúvida da quão idiossincrática são as pessoas e todo o seu ‘em torno’. E do quando é vitalícia a capacidade, que nós, (seres humanos) temos em construir égides robustas e fortificadas ao invés de pontes, elos, e portas abertas. Sobretudo, no após de qualquer desventura.

E talvez, seja lá qual for à nossa escolha, não exista (de fato) a fuga ou o 'livramento' das coisas. Muitos menos a hierarquização de personalidades. Todos os sujeitos em movimento e inclinação possuem a 'poder' da interferência, ação, causa e consequência. E assim sendo, tanto a autoconfiança/segurança quanto a insegurança tem uma interrogação, um ‘se’. Todas as possíveis 'características' relativas ao modo de ser, pensar e agir das pessoas carregam em si -e para si- o mel e o fel. Ideia esta, lindamente já cantada por Caetano Veloso: “cada um sabe a dor e da delicia de ser o que é” 
E 'isso' é em tudo. Com tudo, pra tudo e às vezes por nada!

É confuso. É meu.
 Mas, pode ser nosso. Afinal, embora juntas. Cada qual tem seu próprio caminho.

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