Oi,
Por vezes quando eu me reparo, eu pego estando lá.Lá naquele lugar que foi nosso e...
Pelo lado de cá, esse momento acontece quando sinto falta do que tínhamos e nesse mesmo clique, os sentimentos desse amor que foi real, traz as memórias de como ele foi vívido.
E aí as coisas ficam difíceis de processar porque sentir falta do que tínhamos (e aqui estou falando da parte das coisas que nos deram borboletas no estômago) e reviver todas a história que esse sentimento escreveu. Essas duas coisas que: são muitos diferentes, que tem seus doces, agridoces, amargos, potentes, cruéis e transformadores sentidos muito plural, esses dois eixos do sentir e viver o que se é sentido. Essas duas coisas, justamente essas duas coisas, muitas vezes, estão em uma cena só, estão em um mesmo ato.
Eu só tive condições de perceber, a gigantesca função que o processar disso na minha vida, me transborda em uma profundidade intensa, cheias de extremos e que desde de que nasci a jogo tem sido esse de administrar e dar conta o tempo todo não cabe na vida, por mais extraordinária que ela seja, ao longo de tudo que aconteceu até o ultimo respirar.
Eu só estou te dizendo isso, porque se hoje eu me percebo, nessa discrição que fiz anteriormente sobre meus sentimentos, quando qualquer coisa vivida nessa lugar chamado de tempo de agora, vai lá e me transporta, me provocar, me atravessa a ponto de quando eu percebo, estou naquele lugar de novo, tem sido uma raiz da minha terapia, lugar esse que tem sido o meu espaço do refazer, conhecer, reconhecer. Pra daí abraçar o desvali, decompor, apodrecer. Porque o processo da vida do jeito que tem sido até aqui, foi/é um adubar-se que segue seu fluxo de forma inevitável a vista do tempo que não para, só segue, mas ao seguir pode parar.
E eu desejo de modo inegociável para que aqueles ciclos, por mais que nos pareça que eles nos pararam, quebraram, ao abusar de ficar em nossas mentes, esgotando todas suas possíveis voltas para as idas e vindas entres os tempos do presente, passado e futuro, em algum momento depois de parecer parar por tanto se repetir, nos faça seguir em um florescer, renascer, tão honesto com o nosso eu, com a nossa história, com as nossas emoções tão único, tão sólido ao ponto que qualquer significado que abalar possa ter quando passamos por algo que nos fere, seja naturalizado em nossa estrutura física e emocional, como ritmos cardíacos.
Daí a cada batida do nosso coração, todas nossas vivência ganhariam uma chance a mais de perceber a frequência que a nossa existência faz vibrar a partir dos acúmulos de cada saldo e segundo -daquele movimento cardíaco inevitável e determinante que significa está vivo precisa ocorrer:
seu coração apesar das infinidades de vivências, segue a bater.
a vida pede, e a gente dá.
Eu amei, eu amo. Eu te amo. Eu te amei. Nos dois tempos? Há amor.
Que delícia de texto... É necessário muito amor para fazer contato com o húmus da vida e nele fertilizar novos ciclos ... Obrigada por compartilhar sua germinação. Te amo e te admiro! Gueu
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