Não ter medo dos sentimentos que ganham vida dentro de si é um exercício continuo de rever-se porque com o passar do tempo há verdades que já não cabem mais e nem se entrelaça com a realidade da sua única existência no mundo. Embora exista coisas, pessoas, energias, vontades, fervuras que nos impulsionem a extravasar a cada medida vivida, a síntese que surge da razão e não da emoção tende a nos bagunçar.
Porque ora ela nos provoca a mudar de forma radical e verdadeira, ora ela nos exige reconhecer quem somos a partir da capacidade que temos de agir, fazer escolhas, sentir e reagir. E as vezes conviver com essa versão transparente de nós mesmo ativa a nossa vulnerabilidade...nos expõem...e isso por vezes assusta e tem proporções gigantes... testada ao limite de todas as provocações, de todos os cortes e todas as quebradas, a permanência daquilo que se acredita e do que você tem condições de ser tornar-se uma questão de luta diária e isto constitui um fluxos de oscilações que sem o filtro do que te faz seguir, as coisas perdem o sentido, o combustível é esvaziado, a musica perde a harmonia.
Agimos diferentes em cada tempo de construção desdo nascimento até o renascimento, é o proposito que a gente escolhe, que nos proporciona o tom, o ritmo e o curso daquilo que nos retroalimenta a plantação feita com os nossos passos determinam a nossa colheita e o acumulo dessa irrigação que aqui chamo de caminhada transcreve os signos do nosso nome, da nossa potencialidade, do nosso lado cruel e do nosso mel.
a responsabilidade da nossa existência está em nós.
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