Escrevivências

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

É Curioso.


É curioso está coisa de sentir e respeitar o outro gera muito conflito do querer que nada mais é do que o corpo falando e sendo atraído e a razão que nada é do que a mente corrompida pelos moldes racionais e tradicionais imbuídos nas lógicas do certo ou errado.

É curioso falar de sentimentos e como diz capital inicial “falar de amor não é amar.”  Antes eu não entendia   tinha que o dizer em amor era a expressão dele, então eu ria e apenas achava graça nessa parte da música, entretanto hoje eu reconheço. Falar de amor não é amar, nós homo sapiens temos  a capacidade de inverter palavras e mudar seus sentidos com nossas ações.

É curioso o modo em que nos cercamos em nossas próprias teias de bloqueio após uma, duas, ou sequencias de decepções e a cada pancada nos distanciamos do conto de fadas, trazendo a realidade para o amor, o tornando friamente cauteloso. Não nego aqui as mudanças e tão quanto elas são mais que necessárias são determinantes para a única certeza que temos da vida que nada mais é que a sua continuidade, porém se a mudança é a lei da vida o aprimorar deve ser sua condicionante, o que estou a dizer é que se não dá para encher um copo que já está cheio se não transborda mais ao invés de esvazia-lo para o novo preencher que tal aumentar copo?  E pra ser mais clara por que a cada decepção, expectativa frustrada, a cada negação do que a de belo em si ao invés de nos tornarmos frios em algumas coisas, nos trancamos no campo da insensibilidade e dentro de nós a ponto de se perder e perder a vontade de se achar ao menos da mesma forma amável de antes, não reconstruímos nossos passos a ponto de perceber qual foi o detalhe perdido que causou essa desaventura? e feito isso, seguimos acreditando nessa maneira de ser amor/amante e enxergamos dentro dessa verdade vivida de apaixonar-se qual ponto intensificar ao invés de abandonar?

É curioso, a rapidez que as coisas chegam ao fim e por isso a mudança faz desse fim  algo tão trágico, é necessário que o ano acabe para o novo começar? E o novo nada de velho tem que ter?  Tudo passa do intenso pro não tão intenso e do importante para o relevante depois que se cansa de sentir só em uma construção de mão dupla. Muitas coisas são certezas dentro de nós e quisera muito eu que por isso fossem assim para o outro que está e que não está com você. Só as duvidas são compartilhas e consentidas pelo fato delas apesar de dúbia partir de especulações que vêm de mim e do que só eu sei.

Apesar de errar, perder oportunidades e das consequências disso ser além de reias algozes decidir continuar a ser criança pra falar de amor e amar com cada aprendizado vivido a flor da pele torando em convergentes ações de palavras ainda que no calor da emoção certas reações sejam impossíveis de conter entenderei assim como Cazuza que 
”faz parte do meu show, meu amor.”  

Apesar de, eu te quero amor.
Parece inaceitável a minha decisão, eu sei. 

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