É curioso está coisa de sentir e respeitar o outro gera
muito conflito do querer que nada mais é do que o corpo falando e sendo atraído
e a razão que nada é do que a mente corrompida pelos moldes racionais e
tradicionais imbuídos nas lógicas do certo ou errado.
É curioso falar de sentimentos e como diz capital inicial “falar
de amor não é amar.” Antes eu não
entendia tinha que o dizer em amor era a expressão dele, então eu ria e apenas achava graça nessa parte da música,
entretanto hoje eu reconheço. Falar de amor não é amar, nós homo sapiens
temos a capacidade de inverter palavras
e mudar seus sentidos com nossas ações.
É curioso o modo em que nos cercamos em nossas próprias teias
de bloqueio após uma, duas, ou sequencias de decepções e a cada pancada nos
distanciamos do conto de fadas, trazendo a realidade para o amor, o tornando
friamente cauteloso. Não nego aqui as mudanças e tão quanto elas são mais que necessárias
são determinantes para a única certeza que temos da vida que nada mais é que a
sua continuidade, porém se a mudança é a lei da vida o aprimorar deve ser sua
condicionante, o que estou a dizer é que se não dá para encher um copo que já está cheio se não transborda mais ao invés de esvazia-lo para o novo preencher que tal
aumentar copo? E pra ser mais clara por
que a cada decepção, expectativa frustrada, a cada negação do que a de belo em si ao invés de nos tornarmos
frios em algumas coisas, nos trancamos no campo da insensibilidade e dentro de
nós a ponto de se perder e perder a vontade de se achar ao menos da mesma forma
amável de antes, não reconstruímos nossos passos a ponto de perceber qual foi o detalhe perdido que causou essa desaventura? e feito isso, seguimos acreditando nessa maneira de ser amor/amante e enxergamos dentro dessa verdade vivida de apaixonar-se qual ponto intensificar ao invés de abandonar?
É curioso, a rapidez que as coisas chegam ao fim e por isso
a mudança faz desse fim algo tão trágico, é necessário que o ano acabe para o
novo começar? E o novo nada de velho tem que ter? Tudo passa do intenso pro não tão intenso e do
importante para o relevante depois que se cansa de sentir só em uma construção
de mão dupla. Muitas coisas são certezas dentro de nós e quisera muito eu
que por isso fossem assim para o outro que está e que não está com você. Só as
duvidas são compartilhas e consentidas pelo fato delas apesar de dúbia partir de especulações que vêm de mim e do que só eu sei.
Apesar de errar, perder oportunidades e das consequências
disso ser além de reias algozes decidir continuar a ser criança pra falar de
amor e amar com cada aprendizado vivido a flor da pele torando em convergentes ações
de palavras ainda que no calor da emoção certas reações sejam impossíveis de
conter entenderei assim como Cazuza que
”faz parte do meu show, meu amor.”
Apesar de, eu te quero amor.
# Parece inaceitável a minha decisão, eu sei.
# Parece inaceitável a minha decisão, eu sei.
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